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Kennya Martins Psicóloga e neuropsicóloga
Neurofeedback

Como escolher um serviço de neurofeedback: perguntas a fazer

Kennya Martins, psicóloga e neuropsicóloga, sorrindo, de blazer azul-marinho

Por , psicóloga e neuropsicóloga
· 3 min de leitura

Kennya Martins sorrindo na sala lúdica, entre a mesa e a estante de brinquedos
Kennya Martins na sala lúdica do instituto.

Antes de começar o neurofeedback, faça perguntas diretas ao serviço. As respostas mostram se existe avaliação cuidadosa, um plano com objetivos claros e uma forma honesta de acompanhar os resultados. Promessas de cura ou de melhora garantida em um número fixo de sessões são motivo para desconfiar.

Quem vai conduzir o treino?

  • Qual é a formação do profissional responsável, e ele tem registro ativo no conselho da sua área, como CRP ou CRM?
  • Que formação específica em neurofeedback ele fez, e há quanto tempo trabalha com a técnica?
  • Se outra pessoa opera o equipamento, quem supervisiona e quem interpreta os dados?

A Mayo Clinic observa que muitos profissionais de biofeedback têm a formação de base em outra área, como psicologia, enfermagem ou fisioterapia. Essa formação de base pesa, porque é ela que prepara para avaliar a queixa, e não só para operar o equipamento. O registro profissional pode ser consultado no site do conselho. Alguns profissionais têm certificações internacionais, como as da Biofeedback Certification International Alliance (BCIA), cuja categoria clínica exige licença profissional na área da saúde. Um certificado não garante bom atendimento, mas indica que houve treinamento estruturado.

Há avaliação antes de começar?

Um serviço cuidadoso avalia antes de treinar. Nessa etapa, ele levanta:

  • A queixa principal e desde quando ela existe
  • O histórico de saúde, os diagnósticos já feitos e os medicamentos em uso
  • Questionários e, quando indicado, avaliação neuropsicológica ou mapeamento cerebral
  • Outras causas possíveis, que precisem de investigação médica

Depois da avaliação, o profissional pode concluir que o neurofeedback não é a melhor opção naquele momento. Ouvir isso também é sinal de seriedade.

Como o protocolo será definido?

O protocolo é o conjunto de escolhas do treino: onde os sensores ficam, que padrão de atividade é reforçado e como as sessões se organizam. Ele deve partir dos objetivos e da avaliação, e não de um pacote igual para todos. Pergunte:

  • Por que esse protocolo foi escolhido para o meu caso, ou para o do meu filho?
  • O que as pesquisas dizem sobre ele para essa queixa?
  • Em que situações ele será ajustado?

Um protocolo que nunca muda, mesmo quando a pessoa não apresenta melhora, sugere pouco acompanhamento. O contrário também merece atenção: trocas frequentes e sem explicação dificultam saber o que está funcionando.

Como a evolução será medida?

Os gráficos da sessão mostram como o cérebro respondeu ao treino naquele dia. O que importa, porém, é o que muda fora da clínica. Um bom acompanhamento inclui:

  • Uma linha de base antes do início, com questionários ou testes
  • Reavaliações em momentos combinados desde o começo
  • Informações de quem convive com a pessoa, como família, escola ou colegas de trabalho
  • Critérios claros para continuar, ajustar ou encerrar o treino
  • Devolutivas que expliquem os resultados em linguagem acessível

Na reavaliação, peça para ver a comparação com a linha de base. É ela que permite dizer se houve mudança, e de que tamanho.

Sinais de alerta

  • Promessa de cura ou de resultado garantido
  • Número fixo de sessões definido antes de qualquer avaliação
  • Lista longa de doenças que o método "trata"
  • Pressão para fechar pacotes grandes logo no primeiro contato
  • Orientação para reduzir ou suspender remédios, decisão que cabe só ao médico
  • Uso do neurofeedback como tratamento único para quadros graves

O Código de Ética Profissional do Psicólogo proíbe a previsão taxativa de resultados e a divulgação sensacionalista de serviços. A Mayo Clinic também alerta que alguns produtos são vendidos de forma enganosa como biofeedback e que nem todo profissional tem a formação adequada.

Antes de assinar qualquer contrato, esclareça as questões práticas: duração de cada sessão, frequência semanal, custo total estimado, regras para faltas e o que acontece se o treino for interrompido. Para entender melhor o método antes da primeira conversa, veja a página de neurofeedback e as perguntas comuns sobre o treino.

Fontes

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

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Atendimento no Instituto Mundo de Dentro – Neuropsicologia Avançada, em Teresina (PI).

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