Pular para o conteúdo
Kennya Martins Psicóloga e neuropsicóloga
Infância e família

Como o brincar ajuda a criança na psicoterapia

Kennya Martins, psicóloga e neuropsicóloga, sorrindo, de blazer azul-marinho

Por , psicóloga e neuropsicóloga
· 2 min de leitura

Kennya Martins, psicóloga infantil, ao lado da estante de jogos e brinquedos da sala de atendimento
Kennya Martins na sala de psicologia infantil.

Muitos pais estranham na primeira vez: "Mas ela só brincou?". A pergunta faz sentido para quem imagina a terapia como uma conversa sentada. Com crianças, o caminho é outro, e o brincar é a ferramenta principal.

Por que brincar?

Adultos organizam o que sentem em palavras. Crianças pequenas ainda estão aprendendo a fazer isso. Elas expressam medo, raiva, ciúme e insegurança nas brincadeiras: na história que inventam com bonecos, no jogo que querem repetir, na regra que mudam quando estão perdendo.

Na sessão, a psicóloga observa e participa dessas brincadeiras com um olhar técnico. Ela percebe temas que se repetem, ajuda a criança a dar nome ao que sente e propõe situações em que ela pode experimentar novas formas de reagir.

O que acontece numa sessão

  • A criança escolhe ou recebe materiais adequados à idade: jogos, desenhos, massinha, bonecos, livros
  • A psicóloga acompanha, faz perguntas e entra na brincadeira quando faz sentido
  • Aos poucos, temas difíceis aparecem de forma mais segura do que numa conversa direta
  • Habilidades como esperar a vez, lidar com a frustração e pedir ajuda são treinadas no próprio jogo

E os pais, onde entram?

Os pais não ficam de fora. Eles trazem a história da criança no início, participam de encontros de orientação e levam para casa estratégias combinadas na terapia. Sem essa parceria, o que acontece no consultório tem dificuldade de chegar à rotina.

Por respeito à criança, nem tudo o que ela conta é repassado em detalhe. O que é compartilhado com a família são os temas e as orientações que ajudam no dia a dia.

Como explicar para a criança que ela vai à psicóloga

A forma de contar faz diferença. Algumas sugestões:

  • Use palavras simples e verdadeiras: "É uma pessoa que ajuda crianças a entender o que sentem"
  • Evite apresentar a terapia como castigo ou ameaça
  • Fale de algo concreto que a criança mesma percebe, como "você anda com medo de dormir sozinho"
  • Conte que lá tem brinquedos e que ela pode falar o que quiser
  • Responda às perguntas com calma e sem pressa

Quando a criança entende que a ida ao consultório é um cuidado, e não um sinal de que "tem algo errado com ela", a adaptação costuma ser mais tranquila.

Quanto tempo dura?

Não há um prazo fixo. Depende do motivo da procura, da idade e da evolução. O andamento é revisto com a família ao longo do processo.

Quando procurar

  • Mudança de comportamento que dura semanas
  • Medos que impedem atividades comuns da idade
  • Dificuldade de lidar com uma perda, separação ou mudança
  • Queixas repetidas da escola sobre convivência

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

Agende um atendimento

Atendimento no Instituto Mundo de Dentro – Neuropsicologia Avançada, em Teresina (PI).

Falar pelo WhatsApp