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Kennya Martins Psicóloga e neuropsicóloga
Neurofeedback

Biofeedback e neurofeedback: qual é a diferença

Kennya Martins, psicóloga e neuropsicóloga, sorrindo, de blazer azul-marinho

Por , psicóloga e neuropsicóloga
· 4 min de leitura

Kennya Martins diante do portal de entrada do Instituto Mundo de Dentro, ao lado do bolo de inauguração
Kennya Martins na entrada do Instituto Mundo de Dentro.

Biofeedback é o nome geral das técnicas que mostram, em tempo real, sinais do próprio corpo para que a pessoa aprenda a influenciá-los. O neurofeedback é um tipo de biofeedback: em vez de respiração ou batimentos cardíacos, ele usa a atividade elétrica do cérebro, captada por eletroencefalograma (EEG). A lógica do treino é a mesma, e o que muda é o sinal observado.

A lógica em comum

Sensores colocados no corpo enviam informações a um computador, que as mostra em forma de gráfico, imagem ou som. Com a orientação do profissional, a pessoa testa estratégias, como soltar um músculo ou desacelerar a respiração, e vê o efeito na hora. É um processo de aprendizagem: ao perceber o resultado de cada tentativa, a pessoa descobre o que funciona para ela e passa a repetir.

Segundo a Mayo Clinic, uma sessão de biofeedback dura, em geral, de 30 a 60 minutos, e o número de sessões varia de pessoa para pessoa. A meta, com o tempo, é aplicar no dia a dia o que foi aprendido, sem depender dos sensores.

O que o biofeedback mede

  • Respiração: faixas no tórax e no abdômen registram o ritmo e o padrão respiratório
  • Frequência cardíaca: sensores no peito, no tronco, no punho ou no dedo acompanham os batimentos
  • Tensão muscular: a eletromiografia (EMG) mostra quanto um músculo está contraído
  • Suor: sensores nos dedos, na palma ou no punho medem a atividade das glândulas sudoríparas, que se altera com o nervosismo
  • Temperatura: sensores nos dedos ou nos pés indicam o fluxo de sangue na pele, e uma leitura baixa pode sinalizar a hora de usar técnicas de relaxamento

O que o neurofeedback mede

No neurofeedback, os sensores ficam no couro cabeludo e registram as ondas cerebrais. O programa compara a atividade com um padrão definido como alvo e avisa quando ela se aproxima dele. Antes do treino, costuma haver uma avaliação, que pode incluir um mapeamento cerebral.

Há duas diferenças práticas em relação ao biofeedback. A primeira é o tipo de controle: a respiração e a tensão de um músculo podem ser sentidas e mudadas de forma consciente, enquanto a atividade elétrica do cérebro não é percebida diretamente, e o aprendizado vem da repetição do retorno. A segunda é técnica: o sinal cerebral é muito mais fraco que o do coração, por isso o registro exige mais cuidado com a posição dos sensores e com as interferências.

O neurofeedback foi estudado principalmente no TDAH, e os resultados ainda são discutidos entre pesquisadores. O artigo sobre neurofeedback e TDAH resume esse debate.

Exemplos de uso

O biofeedback é usado em várias condições, com graus diferentes de evidência para cada uma. Entre os usos citados pela Mayo Clinic estão:

  • Estresse e ansiedade
  • Dor de cabeça e dor crônica
  • Disfunção da articulação temporomandibular (ATM)
  • Incontinência urinária e fecal e intestino preso
  • Síndrome do intestino irritável
  • Pressão alta e doença de Raynaud

Na prática, o sinal escolhido acompanha a queixa. O registro da tensão muscular aparece em dores ligadas à contração dos músculos. Respiração e frequência cardíaca entram em programas voltados ao estresse. Há ainda o biofeedback do assoalho pélvico, usado em casos de incontinência. O neurofeedback entra quando o objetivo envolve padrões de atividade do cérebro, como em queixas de atenção.

Segurança e cuidados

  • No biofeedback e no neurofeedback tradicional, os sensores apenas captam sinais e não enviam corrente ao corpo
  • O biofeedback é considerado seguro para a maioria das pessoas, mas quem tem certos problemas de ritmo cardíaco ou doenças de pele deve conversar antes com o médico
  • Aparelhos para uso em casa variam muito, e nem todo produto vendido como biofeedback é o que promete
  • Nenhum dos dois métodos justifica interromper um tratamento médico
  • Dê preferência a profissionais com formação na área da saúde e treino específico na técnica
  • Pergunte qual sinal será treinado no seu caso e por quê

Para saber o que perguntar antes de começar, leia como escolher um serviço de neurofeedback.

Fontes

Este artigo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional.

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Atendimento no Instituto Mundo de Dentro – Neuropsicologia Avançada, em Teresina (PI).

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